16 fevereiro 2011

O analfabeto

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos - o político vigarista, desonesto, corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
Bertolt Brecht (1898-1956)

A História de Itália em 3 imagens

07 novembro 2010

Poema a Ministro de Salazar

Conta-se que este poema foi dirigido ao Ministro da Agricultura do governo de Salazar, como forma de pedir adubos. Por mais estranho que pareça, o senhor que o escreveu não foi preso e diz-se que Salazar até se riu quando o leu:
- E X P O S I Ç Ã O -
"Porque julgamos digna de registo a nossa exposição, senhor Ministro, erguemos até vós, humildemente, uma toada uníssona e plangente em que evitámos o menor deslize e em que damos razão da nossa crise.
Senhor: Em vão, esta província inteira, desmoita, lavra, atalha a sementeira, suando até à fralda da camisa. Falta a matéria orgânica precisa na terra, que é delgada e sempre fraca! - A matéria, em questão, chama-se caca.
Precisamos de merda, senhor Soisa!... E nunca precisámos de outra coisa.
Se os membros desse ilustre ministério querem tomar o nosso caso a sério, se é nobre o sentimento que os anima, mandem cagar-nos toda a gente em cima dos maninhos torrões de cada herdade. E mijem-nos, também, por caridade!
O senhor Oliveira Salazar quando tiver vontade de cagar venha até nós solícito, calado, busque um terreno que estiver lavrado, deite as calças abaixo com sossego, ajeite o cú bem apontado ao rego, e... como Presidente do Conselho, queira espremer-se até ficar vermelho!
A Nação confiou-lhe os seus destinos?... Então, comprima, aperte os intestinos; se lhe escapar um traque, não se importe, ... quem sabe se o cheirá-lo nos dá sorte? Quantos porão as suas esperanças n'um traque do Ministro das Finanças?... E quem vier aflito, sem recursos, Já não distingue os traques dos discursos.
Não precisa falar! Tenha a certeza que a nossa maior fonte de riqueza, desde as grandes herdades às courelas, provém da merda que juntarmos n'elas.
Precisamos de merda, senhor Soisa!... E nunca precisámos de outra coisa.
Adubos de potassa?... Cal?... Azote?... Tragam-nos merda pura, do bispote! E todos os penicos portugueses durante, pelo menos uns seis meses, sobre o montado, sobre a terra campa, continuamente nos despejem trampa!
Terras alentejanas, terras nuas; desespero de arados e charruas, quem as compra ou arrenda ou quem as herda sente a paixão nostálgica da merda...
Precisamos de merda, senhor Soisa!... E nunca precisámos de outra coisa.
Ah!... Merda grossa e fina! Merda boa das inúteis retretes de Lisboa!... Como é triste saber que todos vós Andais cagando sem pensar em nós!
Se querem fomentar a agricultura mandem vir muita gente com soltura. Nós daremos o trigo em larga escala, pois até nos faz conta a merda rala.
Venham todas as merdas à vontade, não faremos questão da qualidade. Formas normais ou formas esquisitas! E, desde o cagalhão às caganitas, desde a pequena poia à grande bosta, de tudo o que vier, a gente gosta.
Precisamos de merda, senhor Soisa!... E nunca precisámos de outra coisa. "

PEC IV em Janeiro de 2011

24 outubro 2010

O melhor de Sócrates

23 outubro 2010

Mochila da escola

Com o IVA sobre o leite com chocolate a subir de 6% para 23% e o IVA sobre o vinho a manter-se nos 13%, presume-se que o governo pensa que os miúdos devem substituir o pacote de leite por um de Porta da Ravessa na mochila da escola.

16 outubro 2010

O "Zé" tá no fundo do poço ...

Vamos por partes (1)

É certo que o país não pode ficar como está. Sou um cidadão que paga um valor razoável de impostos e que acha correcto o cumprimento desse dever. Contudo, também penso ter o direito de questionar como é que esse dinheiro é gasto. Se um pai der ao filho uma mesada, tem todo o direito de lhe pedir contas acerca de como despendeu aquele dinheiro e de não aceitar que o miúdo gaste tudo em pastilhas elásticas.
Evidentemente, não posso, sozinho e enquanto cidadão, decidir como o estado irá aplicar as suas receitas, mas dado que elas são um recurso escasso e precioso, eu e todos os outros temos a obrigação de exigir que elas sejam bem aplicadas/geridas.
Nesta perspectiva, o PEC III é mais uma falácia para o país. Os aumentos de impostos devem ser sempre a última medida a adoptar por qualquer governo de qualquer país. Primeiro, porque trazem, normalmente, custos políticos para quem os toma, segundo, porque o aumento da carga fiscal retira capacidade de crescimento à economia. Ainda assim, penso ser correcta a eliminação da maioria dos benefícios fiscais (não das deduções).
Penso que está na hora de Portugal começar a ter uma política fiscal e não uma fiscalidade ao serviço da política.
Medida correcta a tomar será a racionalização da despesa.
Quando falamos de racionalização da despesa, não temos de necessariamente associar reduções salariais. Pessoalmente não me choca um indivíduo ganhar 20.000 euros/mês, o que me preocupa é o se ele produz 20.000 + X para eles poderem ser pagos. O estado tem muitos profissionais que são competentes e que merecem o seu salário, por isso é completamente absurdo pensar em diminuir o destes. Contudo, também é conhecido que está cheio de “boys e girls” que nada fazem, sejam eles de cartão político ou de índole familiar/amigável. Muitos dos meninos têm salários altos, mas não é o caso da maioria, que costuma até dizer “tal trabalhinho, tal dinheirinho”.
Se querem ficar com esta gente, é necessário coloca-los a produzir, permitindo poupanças nas contratações externas, caso contrário, se não justificam o seu salário, despedimento por cessação daquela função (nunca existiu).
Os resultados do estudo que a M. Ferreira Leite mandou fazer enquanto M.F. do governo de D. Barroso (uma das poucas coisas úteis que fez) têm de ser invertidos. Ou o estado deixa de consumir 70% do que produz, ou tem que gastar muito menos do que gasta. Num país que gasta o que gasta com reformados, é impressionante que se esteja a atacar mais quem trabalha do que as pensões.
Segundo um amigo que trabalha na A. Fiscal, há 2 ou 3 anos existiam 100.000 pensões mensais iguais ou superiores a 2.500 €, a maioria delas de pessoas que não contribuíram para as ter nestes montantes. Basta atentar: no privado até há pouco a pensão era calculada como 80% (40x2%) dos melhores 10 dos últimos 15 anos, resultado: muitos descontaram o salário mínimo durante 30 anos e nos últimos 10 aumentavam o salário para 600 ou mais contos; no estado, começam a ganhar 1000 euros, acabam a ganhar 3500, depois têm uma reforma de 90% do último salário.
Como acho que não há (ou não deve haver) portugueses de 1ª e de 2ª, temos que aplicar o justo a todos: passam a ter pensões de (por exemplo) 80% sobre os salários de toda a carreira contributiva (que é o que eu e muitos outros vamos ter). Para além disto, não permitir a acumulação de reformas para além de um valor (p. Ex. 1200€). É que esta geração rasca (não é a minha, ao contrário do que disseram) que desperdiçou os fundos europeus soube criar leis para se defender bem.
Urge também acabar com a ADSE e todos os outros sistemas que discriminam os portugueses. Os fundamentos que levaram à sua criação (salários mais baixos na Função Pública que no privado) há muito se extinguiram e não faz sentido mantê-los.

Uma questão de competência

Não quero centrar aqui uma discussão (até porque é inútil), mas foram os sindicatos juntamente com os governos provisórios de esquerda e constitucionais do PS / Outros que “colocaram” o FMI em Portugal em 1977. A razão principal foi o aumento desproporcionado da dimensão e dos vencimentos do estado relativamente à produtividade / receita fiscal do país. A 2ª intervenção de 1983, após os governos da AD é consequência, sobretudo, da desorçamentação existente.
Quando Cavaco Silva saiu do governo deixou o país a gastar 38% do PIB. Passados 15 anos, dos quais quase 13 são de governação socialista, o orçamento de estado gasta mais de 51% do PIB, apesar de neste período os juros sobre a dívida terem descido brutalmente (devem ter ouvido quando passamos os 6%, que era a taxa mais alta desde 1997) e de Guterres ter beneficiado dos fundos das privatizações da EDP, Galp, Cimpor, … .
Em Setembro de 2001, pouco antes do pântano, G.O. Martins assegurava que o défice português seria de 1,1% nesse ano, quando confrontado com projecções do PSD que apontavam para 4,5%. Resultado final? 4,1%.
Em Meados de 2009 e após a divulgação de dados sobre a execução orçamental, através de “contas de mercieiro” Bagão Félix” apontou para um défice de cerca de 9%, mas Teixeira dos Santos sustentou que se verificariam os 5,6% inicialmente estimados.
Este ano foram fazendo PEC’s para atingir os 7,3%, mas agora já são precisas receitas extraordinárias para os atingir.
Isto configura de forma indelével um cenário: incompetência. Resta saber se a incompetência se centra apenas no controlo da despesa, ou se também se verifica no âmbito da noção da execução orçamental no seu todo. Se for apenas no 1º caso, temos outro defeito grave: a aldrabice!
Parece-me que conseguimos aderir ao Euro porque andava no M.F. um senhor chamado Sousa Franco, que lá lhes foi pondo a mão para evitar os descalabros que se sucederam após a sua saída.
Nota Final : Dado que isto foi escrito de memória, é possível que se verifiquem imprecisões nas casas décimais das percentagens descritas, o que não invalida por si as conclusões que se pretendem retirar.

05 outubro 2010

Ele saber, sabe. Não quer é dizer

Este cartoon foi brilhantemente concebido para ilustrar uma "estória" da compra da TVI, mas dado o perfil de Sócrates e seus pares, bem pode ser estendido ao resto da sua governação.
Infelizmente para o país, o sr. engenheiro passa a vida a ocultar informações e a mentir aos portugueses. A cada crise anunciada, Pinócrates, primeiro oculta, depois mente ao dizer que as circunstâncias mudaram muito nos tempos mais recentes.
Escrevo isto porque me parece ser a realidade e quero acreditar mesmo no que escrevo. Porque não se assim não for, valha-nos Deus: Temos um Primeiro Ministro e um governo de extrema incompetência.

18 setembro 2010

Ser feliz é ser valente

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa

20 junho 2010

Mundial 2010: Qualidade das Arbitragens (ou a falta dela)

A qualidade das arbitragens neste mundial, sobretudo nesta 2ª ronda da fase de grupos, tem deixado muito a desejar.
O penalty assinalado hoje a favor da Itália é um mergulho descarado do avançado italiano de bradar aos céus.
O 2º golo de Luis Fabiano no Brasil vs Costa do Marfim é precedido de dois, repito dois toques com o braço na bola. Contudo, o erro mais grave tem a ver com a expulsão de Kaká neste mesmo jogo. Dá jeito a Portugal que este grande jogador não nos possa defrontar mas, em bom abono da verdade, como é possível mostrar um 2º cartão amarelo a um jogador que está parado e leva com um adversário em cima e que, por causa do teatro desse, se afasta da zona para não ser envolvido em confusões que podessem dar origem à sua expulsão?
Esta atitude deste árbitro é ainda mais absurda de tomarmos em consideração que ele deixou passar em claro várias entradas violentas dos africanos. Como há asneiras neste jogo que prejudicam ambos os lados só me resta uma conclusão: são mesmo fracos.
Deixo ainda uma previsão: Este mundial é em África e pelo conceito da FIFA, tem de haver pelo menos uma equipa africana nas meias-finais, dê por onde der ... ou não se lembram da Coreia em 2002?

Rebelião na Selecção Francesa

Novo episódio de instabilidade na selecção francesa. A equipa preparava-se para treinar, este domingo, em Knysna, e um desentendimento entre o capitão gaulês Patrice Evra e o preparador físico obrigou Raymond Domenech a interromper a sessão.
Pressionados pelos últimos episódios rocambolescos, os jogadores recusaram terminar os trabalhos em protesto pelo o afastamento de Nicolas Anelka da equipa.
Através de Domenech, os jogadores revelaram em um comunicado o desacordo para com a decisão da federação francesa em excluir Nicolas Anelka.
E vão mais longe, dizendo que a Federação Francesa de Futebol em nenhum momento tentou proteger o grupo e que tomou uma decisão com base nos relatos da imprensa e sem consultar os jogadores”.
O ambiente na selecção está fragilizado. Perante uma situação insuportável o director geral adjunto, Jean Louis Valentin, pondera regressar a França e pedir a demissão.
Este sr. Domenech, além de perceber pouco de futebol, é uma personagem arrogante e asquerosa, que nem mesmo os próprios jogadores já conseguem aturar.

Que bem que eles se dão

18 junho 2010

Pizzaria irlandesa oferece pizzas a cada golo sofrido pela França

"A «Pizza Hut» da Irlanda vai oferecer pizzas grátis a cada golo que a selecção francesa sofra no Mundial da África do Sul. O ressentimento em relação à forma como a Irlanda foi afastada do Mundial ainda não passou e esta é mais uma forma de mostrar indignação.
A pizzaria vai oferecer até 350 pizzas por golo. Quando os gauleses forem batidos, quem desejar uma pizza terá de seleccionar o botão no site que diz «Pizza Grátis». Irá, depois, receber um código que poderá ser trocado por uma pizza.
Dentro do campo, a Irlanda ainda não teve hipótese de corrigir o resultado do «play-off». Para já, vinga-se à mesa... "
"In Mais Futebol 2010-05-21"
Notícia original:
http://www.maisfutebol.iol.pt/franca/henry-franca-irlanda-pizza-mundial-maisfutebol/1164425-1487.html
Quando estava a ver o jogo com o França-México lembrei-me muitas vezes da Irlanda porque, por ironia do destino, o equipamento destas duas últimas selecções é idêntico e porque tenho também uma simpatia enorme pela selecção irlandesa desde 1995, quando fui ver o Portugal-Irlanda no antigo estádio da Luz (os 3-0 com um golão do Rui Costa) e tive a oportunidade de conviver com os fantásticos adeptos deste país. Têm um fair-play e um civismo impar.
Daí que constato com todo o gosto e até por uma questão de justiça, que os tipos das pizzas lá tiveram de "abrir os cordões à bolsa".

França e a África do Sul

No lance do golo, primeiro era fora de jogo, depois Henry conseguiu passar impune com uma falta que seria assinalada até no vóleibol (por dar pelo menos dois toques com a mão na bola). Apenas a equipa de arbitragem, com destaque para o fiscal de linha, "não viu" as duas ilegalidades e eis como a França se apurou para o Mundial.

Depois dos 2 primeiros jogos no mundial onde os franceses passearam um futebol confrangedor, desconfio que Henry seja "persona non grata" em França.

14 junho 2010

Será que é só no Brasil?

Depois de tudo a que temos assistido em Portugal, vale a pena perguntar: Será que esta frase só se aplica no Brasil?

08 junho 2010

Para que serve andar na escola?

Pessoalmente não me choca que José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa (J.S.C.P.S.) tenha tirado a licenciatura por fax e ao Domingo, uma vez que situações semelhantes a esta são/foram às milhares numa boa parte das universidades privadas em Portugal, na senda das entregas indiscriminadas de canudos que estas promoveram de há cerca de 20 anos a esta data, não contemplando apenas políticos, mas pessoas de todas as origens desde que tivessem dinheiro para pagar o “Eng.” no livro de cheques!
O que me choca é que este Sr., enquanto primeiro-ministro, promova ainda mais o descrédito do ensino, quando comparado com o “trabalho para as estatísticas” dos governos de Aníbal Cavaco Silva, com continuidade nos de Guterres e Barroso.
Mais que a governar, parece que J.S.C.P.S. tem dedicado o seu tempo a pensar em como desacreditar o esforço dos alunos, que estudaram entre 12 a 20 anos para terminar o secundário ou se licenciaram com mérito, bem como dos pais que neles investiram dezenas de milhares de euros e que, não raras vezes, prejudicaram a sua qualidade de vida em prol do futuro dos filhos.
“Novas Oportunidades”, passagens do 8º para o 10º, passar de ano faltando a todas as aulas, …, isto serve a quem e para quê?
Aos alunos não é, dado que a obtenção de graus académicos sem o necessário conhecimento só desacredita quem os obtém/obteve e não conduz a nenhuma realização pessoal ou profissional. Pior, aos mais novos transmite a ideia de facilidades que no futuro não existirão. Portanto, só pode ser também para fabricar números. No meu caso, os únicos números que me interessam são os da conta bancária e do Euromilhões.
Concluindo, para que quer o ourives 1 tonelada de ouro, se este tem um quilate baixíssimo e não passa na contrastaria?

07 junho 2010

Mentes .....

23 maio 2010

Imaginação Tributária

O futuro em Portugal a partir de 2014 ....