18 setembro 2010

Ser feliz é ser valente

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa

20 junho 2010

Mundial 2010: Qualidade das Arbitragens (ou a falta dela)

A qualidade das arbitragens neste mundial, sobretudo nesta 2ª ronda da fase de grupos, tem deixado muito a desejar.
O penalty assinalado hoje a favor da Itália é um mergulho descarado do avançado italiano de bradar aos céus.
O 2º golo de Luis Fabiano no Brasil vs Costa do Marfim é precedido de dois, repito dois toques com o braço na bola. Contudo, o erro mais grave tem a ver com a expulsão de Kaká neste mesmo jogo. Dá jeito a Portugal que este grande jogador não nos possa defrontar mas, em bom abono da verdade, como é possível mostrar um 2º cartão amarelo a um jogador que está parado e leva com um adversário em cima e que, por causa do teatro desse, se afasta da zona para não ser envolvido em confusões que podessem dar origem à sua expulsão?
Esta atitude deste árbitro é ainda mais absurda de tomarmos em consideração que ele deixou passar em claro várias entradas violentas dos africanos. Como há asneiras neste jogo que prejudicam ambos os lados só me resta uma conclusão: são mesmo fracos.
Deixo ainda uma previsão: Este mundial é em África e pelo conceito da FIFA, tem de haver pelo menos uma equipa africana nas meias-finais, dê por onde der ... ou não se lembram da Coreia em 2002?

Rebelião na Selecção Francesa

Novo episódio de instabilidade na selecção francesa. A equipa preparava-se para treinar, este domingo, em Knysna, e um desentendimento entre o capitão gaulês Patrice Evra e o preparador físico obrigou Raymond Domenech a interromper a sessão.
Pressionados pelos últimos episódios rocambolescos, os jogadores recusaram terminar os trabalhos em protesto pelo o afastamento de Nicolas Anelka da equipa.
Através de Domenech, os jogadores revelaram em um comunicado o desacordo para com a decisão da federação francesa em excluir Nicolas Anelka.
E vão mais longe, dizendo que a Federação Francesa de Futebol em nenhum momento tentou proteger o grupo e que tomou uma decisão com base nos relatos da imprensa e sem consultar os jogadores”.
O ambiente na selecção está fragilizado. Perante uma situação insuportável o director geral adjunto, Jean Louis Valentin, pondera regressar a França e pedir a demissão.
Este sr. Domenech, além de perceber pouco de futebol, é uma personagem arrogante e asquerosa, que nem mesmo os próprios jogadores já conseguem aturar.

Que bem que eles se dão

18 junho 2010

Pizzaria irlandesa oferece pizzas a cada golo sofrido pela França

"A «Pizza Hut» da Irlanda vai oferecer pizzas grátis a cada golo que a selecção francesa sofra no Mundial da África do Sul. O ressentimento em relação à forma como a Irlanda foi afastada do Mundial ainda não passou e esta é mais uma forma de mostrar indignação.
A pizzaria vai oferecer até 350 pizzas por golo. Quando os gauleses forem batidos, quem desejar uma pizza terá de seleccionar o botão no site que diz «Pizza Grátis». Irá, depois, receber um código que poderá ser trocado por uma pizza.
Dentro do campo, a Irlanda ainda não teve hipótese de corrigir o resultado do «play-off». Para já, vinga-se à mesa... "
"In Mais Futebol 2010-05-21"
Notícia original:
http://www.maisfutebol.iol.pt/franca/henry-franca-irlanda-pizza-mundial-maisfutebol/1164425-1487.html
Quando estava a ver o jogo com o França-México lembrei-me muitas vezes da Irlanda porque, por ironia do destino, o equipamento destas duas últimas selecções é idêntico e porque tenho também uma simpatia enorme pela selecção irlandesa desde 1995, quando fui ver o Portugal-Irlanda no antigo estádio da Luz (os 3-0 com um golão do Rui Costa) e tive a oportunidade de conviver com os fantásticos adeptos deste país. Têm um fair-play e um civismo impar.
Daí que constato com todo o gosto e até por uma questão de justiça, que os tipos das pizzas lá tiveram de "abrir os cordões à bolsa".

França e a África do Sul

No lance do golo, primeiro era fora de jogo, depois Henry conseguiu passar impune com uma falta que seria assinalada até no vóleibol (por dar pelo menos dois toques com a mão na bola). Apenas a equipa de arbitragem, com destaque para o fiscal de linha, "não viu" as duas ilegalidades e eis como a França se apurou para o Mundial.

Depois dos 2 primeiros jogos no mundial onde os franceses passearam um futebol confrangedor, desconfio que Henry seja "persona non grata" em França.

14 junho 2010

Será que é só no Brasil?

Depois de tudo a que temos assistido em Portugal, vale a pena perguntar: Será que esta frase só se aplica no Brasil?

08 junho 2010

Para que serve andar na escola?

Pessoalmente não me choca que José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa (J.S.C.P.S.) tenha tirado a licenciatura por fax e ao Domingo, uma vez que situações semelhantes a esta são/foram às milhares numa boa parte das universidades privadas em Portugal, na senda das entregas indiscriminadas de canudos que estas promoveram de há cerca de 20 anos a esta data, não contemplando apenas políticos, mas pessoas de todas as origens desde que tivessem dinheiro para pagar o “Eng.” no livro de cheques!
O que me choca é que este Sr., enquanto primeiro-ministro, promova ainda mais o descrédito do ensino, quando comparado com o “trabalho para as estatísticas” dos governos de Aníbal Cavaco Silva, com continuidade nos de Guterres e Barroso.
Mais que a governar, parece que J.S.C.P.S. tem dedicado o seu tempo a pensar em como desacreditar o esforço dos alunos, que estudaram entre 12 a 20 anos para terminar o secundário ou se licenciaram com mérito, bem como dos pais que neles investiram dezenas de milhares de euros e que, não raras vezes, prejudicaram a sua qualidade de vida em prol do futuro dos filhos.
“Novas Oportunidades”, passagens do 8º para o 10º, passar de ano faltando a todas as aulas, …, isto serve a quem e para quê?
Aos alunos não é, dado que a obtenção de graus académicos sem o necessário conhecimento só desacredita quem os obtém/obteve e não conduz a nenhuma realização pessoal ou profissional. Pior, aos mais novos transmite a ideia de facilidades que no futuro não existirão. Portanto, só pode ser também para fabricar números. No meu caso, os únicos números que me interessam são os da conta bancária e do Euromilhões.
Concluindo, para que quer o ourives 1 tonelada de ouro, se este tem um quilate baixíssimo e não passa na contrastaria?

07 junho 2010

Mentes .....

23 maio 2010

Imaginação Tributária

O futuro em Portugal a partir de 2014 ....

Pobreza de Espírito

Um país onde se admite a possibilidade de taxar o subsídio de Natal, ou mesmo acabar com ele, mas que gasta de dinheiros públicos para TGV, altares, estádios de Futebol, frotas milionárias para gestores públicos, reformas obscenas a quem trabalha meia dúzia de anos ou nem tanto, etc... é um país pobre, de facto. Mas de espírito, antes de mais.

21 maio 2010

Já imaginás-te com será a professora nua?

Não consigo perceber o problema de uma professora posar nua na playboy. Penso que esta atitude até é de louvar, dado que promove a atenção nas suas aulas.
Concretizando, muitos alunos (pelo menos os que não são azarados ou que não têm tendências contrárias) perdem-se nas aulas a imaginar como seria nua determinada professora bonita. Ora neste caso, se um aluno dissesse ao outro, "Já pensás-te como será a professora sem roupa?", obteria a resposta, "Não pá, não perco tempo com isso, já a vi!".

18 maio 2010

A visita do Papa

17 maio 2010

Mas ele mentiu ... pá!

15 maio 2010

Coitadinho de Portugal

Tenho ouvido e lido alguns comentários de pessoas responsáveis que penso serem de enorme insensatez.
Então o coitadinho do PS limitou-se a seguir o trilho definido pelo PSD? Peço desculpa, mas não faz sentido. Não podemos diminuir a intelectualidade de um partido dessa forma, pois até parece que os "coitados" não sabem pensar pela sua cabeça e que só sabem seguir o "líder" PSD.
Sejamos honestos e temos que dizer que o PS governou e tem governado como bem entende, pois até teve várias maiorias, umas derivadas de eleições e outras, derivadas de lacticínios do norte. Se seguiu a mesma linha estratégica é porque entendeu, mal ou bem, que era a melhor na altura. Ponto.
Quanto ao cavaquismo, penso que teve virtudes e defeitos, sendo o maior deles o modo como implementou o 1º Q.C.A.. Se o objectivo na altura era a formação (penso que bem, na perspectiva correcta de ensinar a pescar, em vez de dar o peixe), a prioridade foi trocada, ou melhor, a parte mais importante nunca foi levada a cabo.
Os primeiros que precisavam de formação eram os nossos empresários, que tinham e têm qualificações baixíssimas e que, na maioria, entendiam (entendem) as empresas como escravas deles e das suas famílias, sugando-as até ao tutano. Quem não conhece(u) empresas que compr(av)am automóveis para o pai, para a mãe, para os filhos, que pag(av)am as contas de telemóvel de todos os entes queridos, … .
De nada vale ter bons militares se não temos um bom general, de nada vale ter bons jogadores se não temos um bom treinador (temos no Benfica um bom exemplo). Contudo e até hoje, nunca o estado promoveu quaisquer acções de formação para empresários e devia tê-lo feito, aliás devia ter exigido que, para terem acesso aos fundos de formação para os trabalhadores, tivessem frequentado primeiro uma espécie de MBA, com vários níveis ajustados às qualificações e necessidades específicas.
Assim, talvez o dinheiro vindo da então C.E.E. tivesse de facto sido aplicado mesmo na formação profissional e não na modernização do parque automóvel e habitacional português. Assim, talvez as nossas empresas fossem hoje mais modernas, qualificadas e competitivas.
Quanto às finanças públicas, o seu estado actual também deriva, como é óbvio, do deficiente desenvolvimento económico e social do país. Mas também não pode ser dissociado da governação e dos partidos políticos. O orçamento de estado é uma grande travessa ao serviço de todos os partidos. Em Portugal Proliferam:
  • organismos públicos repetidos, muitos deles que nada fazem ou produzem;
  • um grande número de assessores para detentores de cargos públicos;
  • altos cargos em organismos públicos ocupados por indivíduos cujo único predicado que se lhes reconhece é serem portadores de um cartão partidário, contribuindo com a sua incompetência para a má gestão dos mesmos;
  • funcionários públicos que apenas o são pelo critério do cartão ou do grau de parentesco/afinidade;
  • os chamados papa-reformas, que têm 2, 3, 4 e mais pensões milionárias quando comparadas com a generalidade dos pensionistas, por conta de meia dúzia de dias passados em determinados cargos;
  • as indemnizações obscenas pelo abandono de cargos de confiança política;
  • as ajudas de custo e demais subsídios sem sentido, atribuídos a titulares de cargos políticos, isentos de impostos (existem muitos deputados a receber mais nestes “complementos” que no recibo de ordenado (a A.R. faz dois recibos);
  • um grande número de freguesias (mais de 4.000, sendo que o concelho de Barcelos tem cerca de 90!) às quais correspondem dezenas de milhares de membros a receber, mais que não seja, senhas de presença;
  • os presidentes destas juntas têm lugar nas assembleias municipais, recebendo também daí por sessão, pelo que, em muitos dos casos, são marcadas várias pequenas sessões de 1 a 2 horas para aprovar decisões menores em vez de fazer uma de 3 ou 4 horas;
  • os membros das assembleias municipais que também têm direito a subsídios de deslocação do tipo da “amiga” Medeiros;
  • ……

Tudo isto para um Estado autofágico, que produz pouco e que consome cerca de 70% dos serviços por si produzidos, não estando focalizado em servir o cidadão e a empresa.

Para além grande travessa, Portugal paga reformas com base nos últimos salários, só recentemente foi introduzida a média da vida contributiva. No privado e devido à fraude, declaravam salários mínimos a vida inteira e depois, nos últimos dez anos, passavam a declarar os montantes reais. No publico recebem com base no último salário, que obviamente é muito mais elevado que o 1º (um professor, por exemplo e sem outro intuito que não o contexto em que escrevo, recebe cerca de 1.000€ no 1º escalão e quase 3.000€ no 10º!).
Isto faz com que a segurança social esteja descapitalizada e que a grande maioria dos reformados de hoje estejam a receber montantes para os quais nunca descontaram. Mas, mais grave, é que as pensões sobreavaliadas estão a ser pagas e bem pagas, por quem vai ter pensões miseráveis daqui a 30 anos (será que ainda existirão?).
Tenho muito mais para acrescentar, mas para não escrever aqui um orçamento de estado, por agora fico por aqui, deixando apenas uma nota.
Quando Cavaco Silva saiu do governo, o O.E. representava cerca de 38% do P.I.B. português, em 2010 o O.E. representa 52%, sendo que o nível da economia paralela em 1995 era muito superior ao deste ano. Ou seja, se o nível de evasão de 95 fosse idêntico ao de hoje, o O.E. representaria muito menos dos 38% do P.I.B. citados. Assim, parece que a frase inscrita na constituição de 1976 e retirada, salvo erro, em 1989, nunca esteve tão perto de ser verdade: “A República Portuguesa é um Estado democrático […] que tem por objectivo assegurar a transição para o socialismo”.
Nota: Bem sei que hoje em dia existem muitos jovens empresários em dificuldades e que não se enquadram na descrição empresarial efectuada, mas até há meia dúzia de anos o país era fértil no que descrevi).

29 abril 2010

Nova tributação de 20% das mais-valias mobiliárias

Teixeira dos Santos confirmou a aprovação do diploma, que seguirá para a Assembleia da República, de tributar em 20% todas as mais-valias obtidas com transacções em bolsa.
Desde já tenho que afirmar que concordo com a tributação das mais-valias mobiliárias, porquanto é também um instrumento de redistribuição de riqueza. Contudo, cuido que a taxa a aplicar nesta situação específica deveria ser mais baixa, na ordem dos 15%, de forma a manter a bolsa portuguesa competitiva em termos fiscais, porque o que está aqui em causa, não é apenas a angariação de receitas para os cofres do estado, mas também o financiamento das empresas envolvidas
O ministro das Finanças explicou ainda que a medida abrange todo o ano, reportando-se a todas as transacções efectuadas ao longo de 2010 e todos os valores mobiliários transaccionados dentro e fora do mercado regulamentado.
Mantém-se, contudo, o regime de não taxar os investidores não residentes, e cria-se um regime de isenção para os pequenos investidores com mais-valias inferiores a 500 euros anuais, sendo também isentos os primeiros 500 euros nas mais-valias de qualquer montante, ou seja, se um investidor realizar 5000 em mais-valias, vai pagar 20% sobre 4.500 euros, que se traduzem em 900 euros de imposto.
Será que o cidadão português percebe agora porque é que se criam S.G.P.S.´s em Offshores?
Alguém ouviu falar em impedir S.G.P.S.'s com sede em zonas francas de investir na bolsa?
Alguém ouviu falar no fim da Zona Franca da Madeira?
Esta medida, como a maioria de outras tomadas pelos governos só vem atacar mais uma vez o Zé Povinho que poupou meia dúzia de tostões e que, como os depósitos não dão rendimento, resolveu aplicar parte deles na bolsa.
Além disso a "retrospectividade" da lei só demonstra, para começar, a ética ou a falta dela por parte da governança deste país, para não dizer também outra coisa. E nem é a 1ª vez. Em Dezembro de 2008 aprovaram uma série de aumentos tributários, por exemplo a tributação autónoma de IRC passou de 5% para 10% e determinaram que a sua aplicação se estendesse a todo o ano fiscal. Vergonha? Nenhuma! Passa é para cá a massa!
Mas como eu não concordo com o enquadramento retrospectivo do Sr. Dr. Teixeira, transcrevo, desde já, um certo artigo da Constituição da República Portuguesa:
Artigo 103.º C.R.P.
(Sistema fiscal)
  1. O sistema fiscal visa a satisfação das necessidades financeiras do Estado e outras entidades públicas e uma repartição justa dos rendimentos e da riqueza.
  2. Os impostos são criados por lei, que determina a incidência, a taxa, os benefícios fiscais e as garantias dos contribuintes.
  3. Ninguém pode ser obrigado a pagar impostos que não hajam sido criados nos termos da Constituição, que tenham natureza retroactiva ou cuja liquidação e cobrança se não façam nos termos da lei.
Está bem patente no nº3 deste artigo que ninguém pode ser obrigado a pagar impostos que tenham natureza retroactiva, pelo que o reporte desta lei ao início do ano civil, viola inequivocamente a constituição. Mais, mesmo que se considere que o IRS seja um imposto anual e que faz sentido aplicá-lo a todo o ano, as mais-valias estão sujeitas a uma taxa liberatória e essa taxa não pode, em minha opinião, estar influenciada pelo cálculo do IRS no final do ano. Ora, como o facto tributário impende sobre a taxa, a nova medida não pode ser aplicada a mais-valias anteriores à publicação da lei.
Acresce ainda que, sendo a lei aplicada através de taxas liberatórias, não entendo como é que vai ser feita a retenção sobre as mais-valias já realizadas e libertadas desde Janeiro até ao início de vigência da lei.
Quanto à eficácia orçamental desta medida, nem sequer me atrevo a comentar depois dos recentes “trambolhões” do PSI 20.
Aguardemos pelo impossível, ou seja, que o governo acorde e recue na forma de aplicação desta medida, mais que não seja pela segurança jurídica que qualquer estado de direito deve transmitir aos seus cidadãos. Este tipo de atitudes prepotentes não dignificam nem o governo, nem o país.

25 abril 2010

A Nostradamus do Século XX

"I confidently predict the collapse of capitalism and the beginning of history. Something will go wrong in the machinery that converts money into money, the banking system will collapse totally, and we will be left having to barter to stay alive."
Margaret Drabble, In The Guardian, London, January 2nd, 1993
(Escritora britânica).
TRADUÇÃO:
"Eu prevejo confiantemente o colapso do capitalismo e do início da história. Algo vai mal na máquina que converte dinheiro em dinheiro, o sistema bancário entrará em colapso total e vamos ter que regressar ao sistema de trocas directas para permanecer vivos."

23 abril 2010

Um "Boy" com muito respeito

Na comissão parlamentar de inquérito que decorreu ontém no parlamento, Rui Pedro Soares conseguiu demostrar um enorme respeito pelo Primeiro Ministro, afirmando que, se alguma vez usou o nome dele foi abusivamente, pedindo desculpas a Sócrates e assumindo toda a responsabilidade pelo que dai adviesse.
Contudo e em relação à Assembleia da Republica, demonstra uma atitude completamente oposta, quando não se dispôs a responder a nenhuma pergunta. "É um direito que me assiste", afirmou.
Mas o que é que ele lá foi fazer? Demonstrar que é um excelente "Boy", quando presta vassalagem ao lider do seu partido?
Talvez. Pois os dois órgãos de soberania citados são merecedores de respeito e não apenas um deles, apesar de todos os defeitos que facilmente encontramos em ambos.

22 abril 2010

Qualquer um serve

Quanto a mim podem contratar qualquer treinador. Em 2004/2005, depois de levar um certo DVD a um ministro, já dizia o Luís Filipe Vieira e bem, que o melhor reforço para o Benfica era meter alguém na direcção da LIGA. Como esse reforço não precisa de treinador (pelo menos de futebol), tanto faz ser o Paulo Sérgio, como o macaco Adriano.

Falando a sério agora. Paulo Sérgio não me parece ser mau treinador, mas desde já uma coisa é certa, não vai despertar qualquer entusiasmo nos adeptos, que faça pelo menos com que o divórcio entre eles e o clube se desmanche. Em termos de marketing é um nome fraco, em termos de qualidade logo se verá.

Ainda o Benfica vs Sporting

Tanta desonestidade intelectual, tanta arrogância e tanta falta de respeito pelos adversários, que tenho lido e ouvido de adeptos benfiquistas, de comentadores e jornalistas. Sempre a tentarem criar o nevoeiro do costume, para escamotear a verdade.

O que está em causa é que a entrada do Luís Grandão é passível de cartão vermelho. A ser mostrado, certo seria que o Benfica ficaria reduzido a 10 elementos toda a 2ª parte do jogo (o lance foi aos 47m, 2º os jornais), o que tornava a sua tarefa 1 “bocadinho” mais difícil e o resultado poderia ser diferente. Os comportamentos incorrectos dos jogadores do Sporting que se seguiram a esse lance poderiam existir ou não, se já tivesse sido mostrado 1 vermelho. Perdoar expulsões a 1 equipa que está a perder aos 75 ou 90m de jogo é diferente de ficar com eles no bolso aos 47m, quando o resultado está 0-0.

Aquela decisão influenciou o desenrolar do jogo e disso não há dúvidas, depois vieram as habilidades do apito, que em jeito de compensação, beneficiam o outro lado, quando tudo está praticamente decidido.
Quanto à classificação o SCP está no lugar que merece pelo futebol que (não) praticou ao longo da época. O jogo apenas é importante pela rivalidade histórica entre os 2 clubes. Voltando ainda à expulsão, não há dúvidas que é muita mais fácil expulsar 1 jogador do SCP que do SLB ou FCP. Se for possível analisem quantas passaram em claro para os 3 clubes até aos 70 minutos de jogo, durante esta época e depois tirem conclusões.
Entrando nas hipóteses, se no jogo da taça da liga o árbitro tivesse perdoado (a lei do jogo determina vermelho aquele tipo de entrada) o excesso de agressividade do J.Pereira na sua 1ª falta aos 6m e se o SCP tivesse ganho o jogo, como é que tinham reagido os dirigentes e adeptos do SLB. Provavelmente também se indignariam e diriam que aquele lance influenciou o jogo. Como é ao contrário, ´tá-se bem, os outros é que são chorões.
Para terminar e para aqueles que dizem que são jogos e árbitros diferentes, quando se compara o lance com o do Ismailov, dizer apenas que, em meados de Janeiro num SLB-Nacional, Olegário Benquerença, a 5 metros do lance, deu cartão amarelo a Luisão (no início da 2ªparte) por pontapear um adversário que estava caído no chão; em meados de Fevereiro no FCP-Braga, este mesmo senhor, mostrou amarelo a 1 jogador do Braga por 1 entrada assassina sobre Beluschi aos 80 e tal minutos; no SCP-SLB da taça da liga, deu o vermelho já citado aos 6m e deu amarelo ao Ramires por uma entrada semelhante aos 62/3 minutos. Sem dúvida coerente ...