27 fevereiro 2010

Tragédia na Madeira: Um desastre já anunciado há dois anos (Parte 2/2)

Tragédia na Madeira: Um desastre anunciado há 2 anos (Parte 1/2)

Bem patente uma atitude de prepotência, arbitrariedade, ganância desmedida e total desprezo por quem não pertence à cúpula. Quem paga é o povo.

12 fevereiro 2010

TVIgate

Sabem porque é que o “SOL” publicou as escutas do caso “Face Oculta”?
Porque a justiça portuguesa simplesmente não faz o seu trabalho que é julgar. Ou melhor, julga, mas demora muito mais tempo que o desejável. Por isso é que existe a tentação portuguesa de fazer julgamentos na praça pública.
Quem tira proveito disso é a comunicação social.
Por comparação e prova do arrastamento de casos nos tribunais portugueses, temos que nos E.U.A., demoraram 6 meses para condenar Madoff a 150 anos de prisão, em Portugal, provavelmente demorarão 150 anos para dar 6 meses de prisão aos envolvidos no caso BPN.
Estão a diabolizar o "SOL" por publicar as escutas do "Face Oculta", mas todas as outras violações do segredo de justiça que têm existido nos últimos anos parecem ser "santinhas".
Quanto ao caso em apreço e na minha modesta opinião, este configura uma espécie de "Watergate" que levou Nixon a demitir-se, mas na versão portuguesa "TVIgate". Veremos o que faz Sócrates.

31 janeiro 2010

Diferenças na escola entre 1969 e 2009

Uma criança que aprende o respeito e a honra dentro da própria casa e recebe o exemplo dos seus pais, torna-se um adulto comprometido em todos os aspectos, inclusive em respeitar o planeta onde vive...

23 janeiro 2010

Nova Camisola do Sporting

17 janeiro 2010

Uma frase com mais de 2000 anos

Impressionante como uma frase com 2065 anos nunca foi mais actual. O cerce da questão é que o que conduz a esta prática é a natureza humana: quem exerce o poder, tem tendência natural para se apoderar dos bens dos outros.
Portanto, há que regular de forma eficaz o exercício do poder!

12 janeiro 2010

Assine a Petição: Stop Cervical Cancer

SIGN-UP To STOP Cervical Cancer in Europe
http://www.cervicalcancerpetition.eu

O Protegido

Até ao jogo com o Olhanense, o jovem jogador David Luiz tinha usado e abusado de excesso de agressividade em praticamente todos os jogos em que interveio, com a complacência da generalidades das equipas de arbitragem, que não assinalam metade das faltas que comete e não lhe exibem parte dos cartões que fez por merecer: quer por infração constante às leis do jogo; quer por faltas que anulam jogadas perigosas para o SLB.
Este estatuto de completa impunidade que este jogador atingiu (por exemplo, poderia e deveria ter sido expulso nos jogos com Sporting e Académica), leva-o a pensar que tudo pode fazer, pelo que não teve contemplações em agredir o adversário Miguel Garcia.
Por ironia do destino, mais uma vez ficou sem castigo. Mas o mesmo não aconteceu quando o adversário lhe devolveu a gentileza, que tinha sido escusada, se o menino inimputável tivesse sido expulso em devido tempo.
Concluindo, a "tolerância" que David Luiz tem beneficiado desde o início da época conduziu a que passasse do excesso de agressividade para a violência e em Portugal ninguém parece se importar com isso porque é jogador do SLB. Mas quando o SLB jogar na Europa, as equipas de arbitragem não terão contemplações e a UEFA também não. Binya, num determinado jogo na Luz com o Marítimo fez três entradas para vermelho directo e jogou até ao fim. No jogo seguinte em Glasgow, esqueceu-se que não estava em Portugal e agrediu violentamente um colega de profissão, levando 5 ou 6 jogos de suspensão.
O "Protegido" vai pelo mesmo caminho e a arbitragem portuguesa não muda.

03 dezembro 2009

Uma questão de legitimidade

Gostava de saber:
Quem é que legitimou um governo para atribuir concessões por 40, 50, ... 75 anos?
Quem é que legitimou um governo para contrair dívidas que vão ser pagas em 20 ou mais anos e que, vão começar a ser pagas já fora do seu mandato eleitoral?
Quem é que legitimou um governo para hipotecar o futuro das próximas gerações, sobretudo quando os investimentos carecem de rentabilidade futura?
Como penso que o governo não me vai responder, passo a adiantar: NINGUÉM!
Ninguém lhe atribuiu poderes para fazer nenhuma destas coisas. Contudo, parece não se importar de as levar a prática, sem saber (porque não é vidente) se no futuro Portugal terá condições de satisfazer a dívida. Não importa que os nossos filhos passem dificuldades amanhã. O que importa agora é beneficiar "meia dúzia" de empresas (diz o tribunal de contas), comandadas por alguns amigos e que, eventualmente, terão patrocinado a campanha eleitoral.

02 dezembro 2009

Balanço Patriótico

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.
[…]
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não discriminando já o bem do mal, sem palavra, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas(1), capazes de toda a veniaga(2) e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provêm que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, […]
A Justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara a ponto de fazer dela um saca-rolhas.
Dois partidos […], sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, na hora do desastre, de sacrificar […] ou meia libra ou uma gota de sangue, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgamando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.
Um partido […], avolumando ou diminuindo segundo os erros […], hoje aparentemente forte e numeroso, àmanhã exaurido e letárgico, água de pôça inerte, transbordando se há chuva, tumultuando se há vento, furiosa um instante, imóvel em seguida, e evaporada logo, em lhe batendo dois dias a fio o sol ardente; um partido composto sobretudo de pequenos burgueses […] adstritos ao sedentarismo crónico do metro e da balança, gente de balcão, não de barricada, com um estado maior pacífico e desconexo de vélhos doutrinários, moços positivistas, românticos, jacobinos e declamadores, homens de boa-fé, alguns de valia mas nenhum a valer. Um partido, enfim, de índole estreita, acanhadamente político-eleitoral, mais negativo que afirmativo, mais de demolição que de reconstrução, faltando-lhe um chefe de autoridade abrupta, uma dessas cabeças firmes e superiores, olhos para alumiar e boca para mandar, um desses homens predestinados, que são em crises históricas o ponto de intercepção de milhões de almas e vontades, acumuladores eléctricos da vitalidade duma raça, cérebros omnímodos(3), compreendendo tudo, adivinhando tudo, […], simultaneamente humanos e patriotas, do globo e da rua, […] que levam um povo de abalada, como quem leva ao colo uma criança.
Educação miserável, marinha mercante nula, indústria infantil, agricultura rudimentar.
[…]
Liberdade absoluta, neutralizada por uma desigualdade revoltante, o direito garantido virtualmente na lei, posto, de facto, à mercê dum compadrio de batoteiros, sendo vedado, ainda aos mais orgulhosos e mais fortes, abrir caminho nesta porcaria, sem recorrer à influência tirânica e degradante de qualquer dos bandos partidários.
[…]
E se a isto juntarmos um pessimismo canceroso e corrosivo, minando as almas, cristalizado já em fórmulas banais e populares, tão bons são uns como os outros, corja de pantomineiros, cambada de ladrões, tudo uma choldra, etc., etc., teremos em sintético esboço a fisionomia da nacionalidade portuguesa […].
[…]
A burguesia liberal, […], parasitagem burocrática, […], advogalhada de S. Bento, […], estradas, […], estações, inaugurações, locomotivas (religião do Progresso, como eles diziam), todo esse mundo de vista baixa, moralmente ordinário e intelectualmente reles, ia agora liquidar numa infecta débâcle de casa de penhores, num Alcácer-Quibir esfarrapado, de feira da ladra.
[…]
A crise não era simplesmente económica, política ou financeira. Muito mais: nacional. […]. Perigava a existência, a autonomia da pátria.
[…]
O português, apático e fatalista, ajusta-se pela maleabilidade da indolência a qualquer estado ou condição. Capaz de heroísmo, capaz de cobardia, toiro ou burro, leão ou porco, segundo o governante.
[…]
Se o Nazareno, entre ladrões, fosse hoje crucificado em Portugal, ao terceiro dia, em vez do Justo, ressuscitariam os bandidos. Ao terceiro dia? Que digo eu! Em 24 horas andavam na rua, [...]. "
Excerto das anotações finais do livro "Pàtria" de Guerra Junqueiro, 1896.
(1) Sevandijas – Parasitas, vermes imundos;
(2) Veniaga – Tramóia, negociata;
(3) Omnímodo – De todos os géneros ou modos, ilimitado

Deste texto, foram retiradas algumas partes com o objectivo de descontextualiza-lo temporalmente e com o intuito de demostrar a miserável actualidade de um texto com mais de 100 anos, mas que contudo, parece ter sido escrito ontém.

Infelizmente, fica bem patente que o problema de Portugal são os portugueses e a forma como se comportam intemporalmente. Por muito boa que seja a sua gente, não há país que resista a tanta letargia do povo e a tanta incompetência (para lhe chamar apenas isso) de quem o governa.

Não estamos condenados a condição inferior, mas temos que mudar muito para alcançarmos outros patamares. E quando falo de mudança, faço-o para mim próprio e para os outros 10 milhões de portugueses, não me refiro apenas à política. É um desígnio nacional e apartidário.

29 novembro 2009

As teias da Lei

As Leis são como as teias de aranha: Os pequenos insectos ficam presos, os grandes furam-nas.

19 novembro 2009

Contenção Salarial

Todos ouvimos ano após ano, o governo a apelar à contenção salarial. Eu pessoalmente acho muito bem. É que os mãos rotas dos nossos patrões, se não estiverem em cima deles, têm sempre a tentação de dar aumentos principescos aos funcionários.

Proibição de Simbolos Religiosos nas Salas de Aulas

Cartoon simplesmente delicioso.

17 outubro 2009

ERC - Estamos Radicalmente Confusos

A ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social - aprovou por unanimidade uma deliberação na qual lamenta a intervenção da Administração da TVI relativamente à suspensão do "Jornal Nacional" de Manuela Moura Guedes, decisão que a ERC diz invadir os limites da Direcção de Informação e ser contrária à lei.
Esta decisão faria algum sentido não tivesse esta entidade condenado em Maio desta ano a TVI, mais concretamente algumas das suas emissões do Jornal da Noite de sexta-feira, por desrespeito de normas ético-legais aplicáveis à actividade jornalística.
Isto é mais uma comédia assente na incompetência e falta de critério de quem compõe os órgãos reguladores em Portugal, pois ou não concordam com a linha do programa, ou não aprovam o fim do mesmo. Defender as duas coisas no espaço de 4 meses é que não pode ser aceitável.
Para mais, afirmaram que a deliberação se deve à oportunidade da suspensão do programa: 3 semanas antes das eleições legislativas. Mas, o que dizer do "timming" da decisão da ERC na semana depois das autárquicas?

16 outubro 2009

Maitê dançou

Eu até podia pensar que o video da Maité era uma tentativa de fazer humor, mas desde quando tem piada cuspir numa fonte de um monumento nacional de um país, que por acaso até é considerado património mundial pela UNESCO?

Com este gesto a actriz demonstrou o baixo nível que tem, seja qual tenha sido o objectivo do vídeo, mas as demais companheiras de programa também parecem não lhe ficar atrás.Na peça ficaram bem patentes:

  1. falta de respeito pelo alheio;
  2. grande ignorância;
  3. falta de sentido de responsabilidade;
  4. falta de inteligência.

Era uma personalidade respeitada em Portugal, mas por muito que ela venha pedir desculpa, o que ela fez/disse não vai ser esquecido.A palavra e o cuspe são como as pedras: depois de lançadas não voltam atrás.

P.S.: Os protestos surgem passados 2 anos, porque foi quando o vídeo em causa foi colocado no YouTube, porque, como disseram já alguns amigos brasileiros, o programa em que foi emitido parece ser de "bobagens", pelo que não deve haver muitos portugueses a assistir. Imagino que o povo brasileiro não gostava que o Ricardo Pereira fosse cuspir no Cristo Redentor. No fim até achei graça à apresentadora que comentava “Recebemos um e-mail (da Maitê), ela escreveu e dizia assim: Não estou conseguindo mandar e-mails de Portugal”. Sem dúvida cómico, se ela não consegue mandar e-mails como é que a outra o recebeu no Brasil?

21 setembro 2009

Merrill Lynch: O Despudor

O antigo presidente do banco norte-americano Merrill Lynch, afirmou ter sido “um erro” não ter comprado produtos baratos do Ikea para mobilar o banco.

“Decorámos [o Merrill Lynch] no estilo típico dos seus escritórios, que era muito, mas mesmo muito, bonito”, afirmou ontem John Thain, que é acusado de ter gasto demasiado dinheiro a mobilar os escritórios do banco, segundo avança a Bloomberg. “Isso foi um erro, e lamento tê-lo feito [a compra de móveis para o banco]. Se tivesse que o fazer novamente, teria mobilado o escritório com móveis do Ikea”, disse. O ex-CEO do Merrill Lynch adiantou ainda ter já reembolsado o banco pelos 1,2 milhões de dólares (818 mil euros) despendidos durante a redecoração de um escritório, duas salas de conferências e uma recepção do banco.Thain foi despedido quando o Bank of America adquiriu o Merrill Lynch no passado dia um de Janeiro, altura em que os montantes gastos com a nova mobília foram tornados públicos. Os gastos incluem 24 mil euros por uma cómoda, bem como 17 mil euros por um pedestal de mogno. O Ikea reagiu às afirmações de Thain indicando que este pode efectuar compras nas suas lojas sempre que quiser, tendo a porta-voz da empresa, Mona Astra Liss, se oferecido pessoalmente para mostrar “a grande quantidade de escolhas de mobiliário” oferecida pela empresa, e ainda para “lhe dar almôndegas suecas para comer”.

Diário Económico 2009.09.21
Este tipo de conduta só demonstra falta de consciência, a qual por sua vez, quando analisada à luz da realidade destes factos, comprova que o dinheiro gasto desta maneira não deve ter custado muito a ganhar. Ou seja, numa boa parte dos casos, a banca faz o que quer e lhe apetece, à custo do "Zé Povinho" e ainda lhes sobra tempo para defraudar os próprios accionistas.
Ah, e agora estamos pior que antes da crise. Eles ficaram a saber que se tiverem uma gestão fraudulenta, os governos metem-lhes a mão por baixo. Os Estados devem é por "a mão" em cima desta gente, porque se não o fizerem, vão ver onde é que vamos todos parar.
P.S.: Pelo menos nos E.U.A. estes senhores pagam por aquilo que fizeram. Por cá é aquilo que se vê.

19 setembro 2009

Bastidores Louça vs Sócrates

As coisas que se dizem quando não estão "no ar". O tipo é "engraçadinho" e não só .....

Moura Guedes: A Decisão

Quem não sabe o porquê do cancelamento do Jornal da "Manela" tem aqui a resposta ;´p

Dá-me o Telemóvel

  • "Dá-me o telemóvel!"
  • "Nã nã, nã nã..."
  • "Dá-me o telemóvel!"
  • "Nã nã, nã nã..."
  • "Dá-me o telemóvel!"
  • "Nã nã, nã nã..."
  • E alguém na turma diz:
  • "Oh gorda, sai da frente!"
  • Estou na minha aula, a apanhar uma seca
  • Quero ligar ao namorado para mandar uma queca
  • O raio da stôra nunca mais se cala
  • E estou a ficar sem rede na sala de aula
  • E então passei-me, peguei na cadeira
  • Deixei em delírio a turma inteira
  • A profe na lua, mandou-me para a rua
  • Mas eu caguei, não lhe liguei
  • E então fiquei, depois agarrei nela
  • E espetei-lhe com a cabeça na tela
  • E parte-se tudo a rir
  • Hey, hey, a velha vai cair!
  • "Dá-me o telemóvel!"
  • "Nã nã, nã nã..."

Prevenção ou Caça?

Há uns dias atrás participei numa festa, para a qual fui convidado por um amigo. Por adivinhar movimentação durante o convívio que necessitasse da utilização de um áutomóvel, fui comedido na ingestão de bebidas alcólicas, de modo a estar apto para conduzir em segurança e sem riscos de qualquer multa que viesse a estragar aquela tertúlia.
Tal como previsto, a comitiva decidiu a dada altura, que mudasse-mos de ambiente e dirigimos-nos para a viatura. No meio do caminho encontramos uma Operação Stop da P.S.P.. O "dono" da festa, resolveu solicitar a um dos agentes que lhe fizesse o teste de alcolémia para verificar se estava em condições de conduzir.
Surpreendentemente, o agente negou-se a realizar o teste, alegando que aparecem 20 a 30 pessoas todas as noites com esse pedido e que a intenção é escapar à coima e à sanção acessória. Imediatamente reagimos e perguntamos ao polícia se eles estavam a fazer prevenção rodoviária ou na caça à multa. Como resposta, foi-nos dito que o número de boquilhas que transportam são escrupulosamente contadas e que têm de justificar cada uma que é utilizada, pelo que não é possível efectuar o teste a cidadãos que não estejam "ao volante".
Ora bem, nos E.U.A. (país por quem não tenho nenhum apreço em especial) a autoridade solicita ao condutor que faça alguns teste físicos, como andar em cima de uma linha ou fixar os olhos numa caneta que é aproximada e afastada do rosto, de modo a avaliar o equilibrio e os reflexos do indivíduo. Só depois deste ter uma prestação negativa na avaliação prévia, é que será submetido ao teste de alcolémia. Ou seja, neste país interessa primeiro avaliar se o cidadão tem condições físicas para exercer a condução e apenas depois é que se preocupam com a quantidade de alcóol que consumiu. De facto, existem pessoas que depois de ingerirem uma cerveja ficam alcolizadas e outras que consumem três e não alteram as suas capacidades (de forma significativa).
Em Portugal o procedimento não é idêntico ao americano, pelo que é da mais elementar equidade proporcionar o exame de alcolémia a quem o solicitar antes de pegar no volante.
A polícia não deve ser fonte de receitas, mas sim de formação e prevenção. Pagamos impostos para isso e não para termos "arrecadadores de multas".
Mais uma vez aquilo que vemos nas televisões e lemos nos jornais é apenas uma fachada de uma verdade que querem esconder ao português comum a todo custo.