15 junho 2011
14 junho 2011
13 junho 2011
Às vezes é difícil ser livre
Não tenho nenhuma filiação partidária, pelo que não devo “obediência” de voto a nenhum partido político (se bem que o voto é secreto), nem estou coagido por nenhum potencial interesse pessoal.
Este desapego pessoal sempre permitiu o exercício do meu direito/dever de voto no mais livre espírito e de acordo com a minha consciência.
Mas as opções são muitas vezes difíceis e estas foram as eleições em que, para mim, foi mais crítico decidir em quem votar.
Em quem não votar, nunca tive quaisquer dúvidas porque:
- nunca me identifiquei com a mensagem ou a postura do partido comunista;
- o bloco de esquerda deixou cair a máscara;
- das demagogias do Paulo Portas estou eu cansado, desde os tempos de “O Independente”.
Assim, entre os partidos com representação parlamentar, restavam apenas 2, PS e PSD.
O PS esteve no governo durante 13 dos últimos 16 anos e é, desde logo possível imputar-lhe uma enorme quota da responsabilidade do estado actual do país. Como agravante, o candidato socialista e 1º ministro cessante é um artista do espectáculo, que cometeu inúmeros erros (também fez algumas coisas certas, mas até os relógios parados estão certos duas vezes ao dia …), mas que por força de uma habilidade notória para a mentira e de um descaramento enorme, tanto mentiu, tanto ocultou, que não só enganou muitos, durante muito tempo, como também se iludiu a ele próprio. Entregar o “processo de recuperação da empresa” ao gestor que a faliu seria, no mínimo, insensato.
O PSD apresentou como candidato um ex-lider da JSD, Pedro Passos Coelho. Este será porventura o líder mais liberal de sempre deste partido e a equipa que o acompanha aproxima-se perigosamente do ultraliberalismo. Nunca tive com receio da destruição do estado-social que muitos os acusaram, mas que vão entregar muito coisa nas mãos dos “amigos” privados e que vão reduzir muitos benefícios, não tenho quaisquer dúvidas, como também não tenho acerca das alterações que se perspectivam nas leis laborais: serão penalizadoras na parte material mas, sobretudo, na sua qualidade de vida dos trabalhadores.
Portanto, as opções foram entre o desastroso e o péssimo. Nada fácil!
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06 junho 2011
Resultados Legislativas 2011
E pronto, já sabemos os resultados das eleições:
PSD - 38,63%
PS - 28,05%
CDS - 11,74%
CDU - 7,94%
BE - 5,19%
Finalmente os nosso ouvidos vão ter descanso de tantos disparates, de tantos ataques pessoais. Mas vamos começar a ouvir e a sentir os programas de governo que não foram discutidos na campanha.
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01 junho 2011
Legislativas 2011: Tempo de antena do P.N.D.
Eis o tempo de antena da discórdia. Pessoalmente até o acho engraçado, mas para campanha eleitoral é manifestamente abusivo. Estamos em democracia, temos liberdade, mas também devemos respeito pelos adversários e, sobretudo, pelos eleitores.
31 maio 2011
Strauss Kahn, a conspiração
Até ao momento, ninguém sabe ao certo o que sucedeu na suite do Hotel Sofitel de Times Square em Nova Iorque.
Contudo, a tese de conspiração para o afastar do FMI e de uma possível candidatura às presidenciais francesas parece fazer todo o sentido, não obstante existirem antecedentes que indicam desequilibrios no comportamento sexual.
Mas vamos por partes.
Não sou propriamente um frequentador assíduo de hotéis, muito menos de suites, mas ainda assim, tenho experiência suficiente para considera-la relevante. Por isso, não deixo de estranhar que um funcionário entre num quarto, com o hóspede lá dentro e sem prévia autorização deste, numa suite de um hotel de 5 estrelas. Alegar que o cliente já saiu para a funcionária entrar na suite, também não faz qualquer sentido, uma vez que para isso acontecer, a chave/cartão deveria (em princípio) ser depositada na recepção. Mais, se têm câmaras a gravar e sendo o hóspede tão distinto, poderiam dar-se ao trabalho de verificar as imagens para comprovar se tinha ou não saído do quarto, para evitar qualquer acontecimento desagradável. Contudo e estranhamente, ninguém se preocupou com isso, quando até espalham fotografias das personalidades alojadas pelo hotel, para tomarem especial atenção com elas.
Logo, o Hotel gerou um incidente com o director do FMI, independentemente do que eventualmente de tenha passado posteriormente,
Nestas circunstâncias, mesmo que se tivesse passado algo entre Dominique Strauss Kahn (DSK) e a funcionária, a maioria das pessoas sabe que o Hotel procuraria ocultar os acontecimentos para não ser revelada a sua falha e não ser envolvido num escandalo. Provavelmente teriam aliciado/ameaçado a jovem e o caso estava encerrado.
Por isto eu acredito na tese da conspiração. Se não existisse nenhum interesse superior, o Hotel tinha "abafado" o caso.
24 maio 2011
Real Madrid vs Barcelona (2011), ou como fazer um campeão II
Quem vê os jogos da selecção Argentina na América do Sul, sabe que Messi pouco ou nada se vê. Os jogadores sul-americanos são agressivos e não deixam a rapazinho andar à vontade. O Real tem um jogador com essas características: PEPE, logo Mourinho colocou o pupilo a marca-lo na final da taça do Rei. Resultado: Messi quase desapareceu. Durante os 60 minutos iniciais da 1º mão da meia final da Champions, o mesmo estava a suceder e havia um problema para resolver. Assim,é aproveitada 1 entrada imprudente do luso-brasileiro para lhe exibir o vermelho directo, quando o amarelo seria o ajustado. E isto dá bónus: para além dos 30 minutos em inferioridade numérica, o Real perde para a 2ª mão, o jogador que seca Messi! O Barcelona Theater continua sem qualquer reprimenda,
A 2ª mão foi mais 1 ensaio de gozo com quem vê futebol: O golo anulado ao Real é a piada que se sabe, mas, para mim, o momento mais hilariante do jogo foi a falta assinalda ao Di Maria sobre o Puyol, após este ter perdido a bola e colocado a sua baliza em perigo, Enfim, nada que seja de admirar nos últimos 3 anos.
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Barcelona - Inter 2010, ou como se tentou fazer um bicampeão
A palhaçada que foi a expulsão de Tiago Mota só se percebe à luz de jogos de interesses. Não existe qualquer intenção em agredir Busquets. Mas o momento foi aproveitado para exibir um cartão vermelho directo. A UEFA sempre tão preocupada com o fair play (sobretudo quando envolve portugueses), não se incomodou nem um pouco com o teatro que o jogador do Barcelona fez. O golo solitário do jogo também foi obtido em fora-de-jogo. Enfim, a ajuda não foi suficiente para passar à final e arrecadar a tacinha.
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23 maio 2011
Chelsea vs Barcelona 2009, ou como se faz um campeão
Foram só 4 grandes penalidades que ficaram por assinalar contra o Barcelona, das quais 2 descaradas. Acho especial graça ao árbitro a fugir do Balack, com um ar comprometido. Se estivesse de conciência limpa, tinha parado e exibido o respectivo cartão amarelo. O Barcelona seguiu para a final ... digamos ... com os cumprimentos do árbitro e com festa na Suiça!
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20 maio 2011
Liga Europa: Parabens aos finalistas
Portugal esteve ontém representado em Dublin por 2 das melhores equipas do país. Apesar de o espectáculo não ter sido famoso, reconheço que houve empenho e honestidade por parte de todos os jogadores e que o fair play demonstrado, tanto pelos intervenientes, como pelos espectadores dignificou todo o país. Pena é que não seja sempre assim.
Parabens ao FC Porto por mais um troféu conquistado e ao SC Braga por ser um digno vencido e, sobretudo, pela brilhante carreira europeia desta época.
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Barcelona interessado em Fábio Coentrão
Segundo alguma imprensa, parece que o Barcelona está interessado nos préstimos de Fábio Coentrão. Penso que faz todo o sentido, dado que o Fábio é um jogador que se vai enquadrar perfeitamente naquele clube. É que, para além de ser um grande jogador, também é ..... um grande fiteiro.
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24 abril 2011
Curto e Grosso
Uma grande parte dos eleitores encaram os partidos políticos como clubes de futebol. Esta é uma constatação da realidade indesmentível e ancestral, que agora, inclusive, está a ser usada por Paulo Portas na sua campanha eleitoral. De facto, os dois maiores partidos portugueses conseguem ter pelo menos 20% dos votos, independentemente de terem nas suas rédeas Mário Soares, Sá Carneiro, ou ... o macaco Adriano. O mesmo se verifica, embora com percentagens substancialmente menores, em relação ao PCP e ou CDS.
Esta forma de encarar a política conduziu ao enfraquecimento, em termos qualitativos, dos quadros dos diversos partidos e permitiu o enraizamento do clientelismo partidário. A falta de crítica e de escrutinamento, aliada ao completo alheamento de muitos, permitiu a criação das gigantescas sanguessugas que são os partidos políticos de hoje.
Urge a necessidade de todos tomarmos atitudes mais activas e críticas. Todos temos de participar e de contruir uma nova e melhor democracia. A velha está podre e infestada de doenças.
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23 abril 2011
Portugal vai ter um novo rumo (2005)
Este era um dos cartazes das eleições legislativas de 2005 e não obstante haver muita gente a apelidar José Sócrates de mentiroso, não há quaisquer dúvidas que o homem cumpriu o que prometeu.
Para que seja melhor entendida esta afirmação, basta atentar ao quadro seguinte:
2004 2010
Défice Orçamental: 3,4% 8,6%
Taxa de Desemprego: 6,7% 10,8%
Dívida Pública: 58,3% 92,4%De facto, José Sócrates e o seu governo conseguiram:
- aumentar a taxa de desemprego em cerca de 60% (a parte de criar 150.000 empregos era só para dar um toque de humor à campanha);
- quase triplicar o défice orçamental;
- aumentar a dívida pública em quase 60%*.
Temos então, que de facto o rumo do país mudou radicalmente. Antes tinhamos uma taxa de desemprego dentro de níveis razoáveis, agora o desemprego e a precariedade no emprego são uma imagem de marca do país; antes, o défice e a dívida pública cumpriam os critérios de convergência, hoje, estão claramente acima, implicando uma chuva de políticas de austeridade que atacam severamente o cidadão português e, neste momento, a própria soberania do estado, depois da necessidade de pedir ajuda à União Europeia e ao F.M.I..
Parabens Sr. José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa. Não há muitos políticos que cumprem tão bem as promessas quanto vossa excelência.
*Este valor respeita apenas à dívida do Estado, enquanto administração pública central e periférica. A dívida das empresas públicas não está incluída nos valores de nenhum dos anos, bem como os encargos futuros com as parcerias público privadas, os quais se estimam, em 2010, em cerca de 60 mil milhões de euros. Trata-se de desorçamentação alimentada pelos sucessivos governos desde 1992 e aceite alegremente pela União Europeia.
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22 abril 2011
O mais recente adepto do Sporting
Apesar do sua lista não ter vencido as eleçiões, o trabalho iniciado por Paulo Futre já dá os primeiros resultados.
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Um conflito de gerações latente
"Não nos interessa como. Continua a aguentá-lo!!!"
Anuncia-se um conflito de gerações. Será que os mais novos têm de pagar as múltiplas reformas dos mais velhos que não contribuíram para as ter? Porque razão não fazem a média da vida contributiva destes e lhe aplicam um coeficiente. Porque razão não é atribuída apenas uma pensão a cada pessoa?
Só pode ser por falta de vergonha.
A Segurança Social: Onde Maddoff se inspirou
- Muito bem Madoff! Onde é que foste buscar a ideia de pagar aos primeiros investidores com o dinheiro dos últimos?
- Ao sistema da Segurança Social!
Qualquer semelhança desta brincadeira com a realidade, não é pura concincidência. De facto, os direitos ainda hoje concedidos aos beneficiários mais velhos, não têm qualquer paralelo com o realidade do país. A demografia e o excesso de beneficios relativamente às contribuições entregues pelos mais velhos, conduzem este sistema ao colapso e, consequentemente, os contribuintes mais novos não vão ter quaisquer contrapartidas das suas contribuições.
Será que haverá alguém com a dignidade de colocar justiça neste sistema tão necessário?
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